Literafilia: Sobre Julgar Livro Pela Capa

Em uma cultura em que o recurso visual muitas vezes se sobressai ao conteúdo, a capa, enquanto embalagem do livro, tem uma importância crucial no processo editorial, servindo de guia do que será encontrado no interior de tal suporte ou constituindo seu principal meio de propaganda. Ela geralmente é construída tendo em vista a sedução dos leitores, podendo apresentar, além do título, nome do autor e indicação da editora, alguma referência sutil ou explícita ao escrito que protege. Esse elemento, todavia, não traduz completamente o conteúdo impresso, podendo gerar experiências frustrantes ou grandes mal-entendidos.

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Literafilia: Sobre as Paternidades de Machado de Assis

O fascínio pelo escritor Machado de Assis persiste de maneira impressionante, fato manifestado na intensa produção impressa que o têm como centro das atenções. Não contestando sua enorme habilidade artística e obliquidade de estilo, é certo que a posição historicamente construída de “maior figura” da literatura nacional muito contribuiu para esta conjuntura de febril estima e interesse. Ao mesmo tempo em que se alimentam teorias sobre aspectos particulares do passado do autor, surgem novos olhares sobre a influência de sua trajetória pessoal nas obras que publicou, aquecendo o meio acadêmico e a própria criação ficcional brasileira. Todavia, junto a descobertas importantes para a crítica, também são estimuladas diversas hipóteses de foro íntimo, como a que abrange a ocultação de um suposto filho fora do casamento. Tal pressuposto chegou a ser apontado como forma de desrespeito à sua memória por admiradores mais rígidos, ressaltando certa “sacralização” atribuída ao nome deste ilustre homem de nossas letras.

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#60 O Fim de Tudo

Título: O Fim de Tudo

Autor: Luiz Vilela

Primeira publicação: 1973

Modalidade: Ficção

Minha Edição: Editora Record

“Nada mais restava do que era bom naquele tempo.”

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