#50 Luxúria

Título: Luxúria

Autor: Fernando Bonassi

Primeira publicação: 2015

Modalidade: Ficção

Minha Edição: Editora Record

“É um momento histórico de prosperidade num país acostumado a viver na merda.”

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#49 História da Chuva

Título: História da Chuva

Autor: Carlos Henrique Schroeder

Primeira publicação: 2015

Modalidade: Ficção

Minha Edição: Editora Record

“Mesmo crescidos continuamos no palco: a vida é nossa peça e a morte, o fechamento das cortinas.”

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#48 Angela Maria: A Eterna Cantora do Brasil

Título: Angela Maria: A Eterna Cantora do Brasil

Autor: Rodrigo Faour

Primeira publicação: 2015

Modalidade: Não Ficção

Minha Edição: Editora Record

“Angela, ou melhor, a Sapoti, era uma predestinada.”

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#47 Antônio: O Primeiro Dia da Morte de um Homem

Título: Antônio: O Primeiro Dia da Morte de um Homem

Autor: Domingos Oliveira

Primeira publicação: 2015

Modalidade: Ficção

Minha Edição: Editora Record

“Histórias são histórias, meios de caminho entre o terror e as glórias.”

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Extrato Poético: Viviane Mosé

Tudo O Que Vejo

Era tarde nas janelas da sala,
Um gosto de tarde que eu queria lamber.
Tenho vontade de lamber as coisas que gosto,
Mesmo as que não gosto costumo lamber sem querer.
Às vezes com a língua mesmo.
Molhada e escorrida.
Outras vezes uso a língua da palavra,
Quando tem cheiros ruins
Ou asperezas estranhas ao paladar de minha pessoa,
Ou por nada mesmo por gosto
Passo a língua nas coisas que vejo
E passo as coisas que vejo pra língua.

Viviane Mosé in ‘Toda Palavra’ (Editora Record)

Extrato Poético: Elisa Lucinda

Amanhecimento

De tanta noite que dormi contigo
no sono acordado dos amores
de tudo que desembocamos em amanhecimento
a aurora acabou por virar processo.
Mesmo agora
quando nossos poentes se acumulam
quando nossos destinos se torturam
no acaso ocaso das escolhas
as ternas folhas roçam
a dura parede.
nossa sede se esconde
atrás do tronco da árvore
e geme muda de modo a
só nós ouvirmos.
Vai assim seguindo o desfile das tentativas de nãos
o pio de todas as asneiras
todas as besteiras se acumulam em vão ao pé da montanha
para um dia partirem em revoada.
Ainda que nos anoiteça
tem manhã nessa invernada
Violões, canções, invenções de alvorada…
Ninguém repara,
nossa noite está acostumada.

Elisa Lucinda in ‘O semelhante’ (Editora Record)

#33 Rio Negro, 50

Título: Rio Negro, 50

Autor: Nei Lopes

Primeira publicação: 2015

Modalidade: Ficção

Minha Edição: Editora Record

“Pois, no Rio, como em todo lugar, cada turma tem seu bar.”

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Extrato Poético: Carlos Drummond de Andrade

Poesia

Gastei uma hora pensando um verso
que a pena não quer escrever.
No entanto ele está cá dentro
inquieto, vivo.
Ele está cá dentro
e não quer sair.
Mas a poesia deste momento
inunda minha vida inteira.

Carlos Drummond de Andrade in ‘Alguma Poesia’ (Editora Record)

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Extrato Poético: Carlos Drummond de Andrade

José

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?

E agora, José?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio – e agora?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse…
Mas você não morre,
você é duro, José!

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José!
José, para onde?

Carlos Drummond de Andrade in ‘José & Outros’ (Editora Record)

Extrato Poético: Gregório de Matos

Segunda Impaciência Do Poeta

Cresce o desejo, falta o sofrimento,
Sofrendo morro, morro desejando,
Por uma, e outra parte estou penando
Sem poder dar alívio a meu tormento.

Se quero declarar meu pensamento,
Está-me um gesto grave acobardando,
E tenho por melhor morrer calando,
Que fiar-me de um néscio atrevimento.

Quem pretende alcançar, espera, e cala,
Porque quem temerário se abalança,
Muitas vezes o amor o desiguala.

Pois se aquele, que espera se alcança,
Quero ter por melhor morrer sem fala,
Que falando, perder toda esperança.

Gregório de Matos in ‘Obra Poética Completa’ (Editora Record)

#20 O Grande Mentecapto

Título: O Grande Mentecapto

Autor: Fernando Sabino

Primeira Publicação: 1979

Modalidade: Ficção

Minha Edição: Editora Record

“Geraldo Viramundo parecia ter saído do mundo.”

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Extrato Poético: Adélia Prado

Amor Violeta

O amor me fere é debaixo do braço,
de um vão entre as costelas.
Atinge meu coração é por esta via inclinada.
Eu ponho o amor no pilão com cinza
e grão de roxo e soco. Macero ele,
faço dele cataplasma
e ponho sobre a ferida.

Adélia Prado in ‘Bagagem’ (Editora Record)

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#16 Vidas Secas

204215_1GGTítulo: Vidas Secas

Autor: Graciliano Ramos

Primeira Publicação: 1938

Modalidade: Ficção

Minha Edição: Editora Record

“Você é um bicho, Fabiano.”

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Extrato Poético: Carlos Drummond de Andrade

A Palavra Mágica

Certa palavra dorme na sombra
de um livro raro.
Como desencantá-la?
É a senha da vida
a senha do mundo.
Vou procurá-la.

Vou procurá-la a vida inteira
no mundo todo.
Se tarda o encontro, se não a encontro,
não desanimo,
procuro sempre.

Procuro sempre, e minha procura
ficará sendo
minha palavra.

Carlos Drummond de Andrade, in ‘Discurso da Primavera e Algumas Sombras’ (Editora Record)

#03 Capitães da Areia

Título: Capitães da Areia

Autor: Jorge Amado

Primeira Publicação: 1937

Modalidade: Ficção

Minha Edição: Editora Record

“Companheiros, vamos pra luta…”

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