#75 Cobra Norato

Título: Cobra Norato

Autor: Raul Bopp

Primeira publicação: 1931

Modalidade: Ficção/Poesia

Minha Edição: Editora José Olympio

“Um dia
eu hei de morar nas terras do Sem-fim”
(mais…)

#68 Neblina

Título: Neblina

Autor: Adalgisa Nery

Primeira publicação: 1972

Modalidade: Ficção

Minha Edição: Editora Record

“Tudo era mudo e nessa mudez recebi o mistério dos grandes elementos da vida e da morte.”

(mais…)

#65 O Coronel e o Lobisomem

Título: O Coronel e o Lobisomem

Autor: José Cândido de Carvalho

Primeira publicação: 1964

Modalidade: Ficção

Minha Edição: Editora José Olympio

“Por essas e outras, e por ser franco e não gostar de pregar peças a ninguém, é que eu podia garantir ser lobisomem raça de muito recurso de ideia e maldade na cabeça…”

(mais…)

#58 A Chuva Imóvel

Título: A Chuva Imóvel

Autor: Campos de Carvalho

Primeira publicação: 1963

Modalidade: Ficção

Minha Edição: Editora José Olympio

“Mesmo morto continuarei dando meu testemunho de morto. Esta chuva imóvel serei eu que estarei cuspindo.”

(mais…)

#57 Parque Industrial

0000011842Título: Parque Industrial

Autor: Patrícia Galvão

Primeira publicação: 1933

Modalidade: Ficção

Minha Edição: Editora José Olympio

“Matam os operários, mas o proletário não morre!”

(mais…)

#56 A Madona de Cedro

Título: A Madona de Cedro

Autor: Antonio Callado

Primeira publicação: 1957

Modalidade: Ficção

Minha Edição: Editora José Olympio

“[…] o que ele queria era apenas o dinheiro suficiente para ser honesto.”

(mais…)

#46 A Imaginária

Título: A Imaginária

Autor: Adalgisa Nery

Primeira publicação: 1959

Modalidade: Ficção

Minha Edição: Editora José Olympio

“Não creio que haja nenhum período feliz na nossa vida. Às vezes há uma fase de inconsciência da infelicidade.”

(mais…)

Extrato Poético: Jorge de Lima

O Acendedor de Lampiões

Lá vem o acendedor de lampiões de rua!
Este mesmo que vem, infatigavelmente,
Parodiar o Sol e associar-se à lua
Quando a sobra da noite enegrece o poente.

Um, dois, três lampiões, acende e continua
Outros mais a acender imperturbavelmente,
À medida que a noite, aos poucos, se acentua
E a palidez da lua apenas se pressente.

Triste ironia atroz que o senso humano irrita:
Ele, que doira a noite e ilumina a cidade,
Talvez não tenha luz na choupana em que habita.

Tanta gente também nos outros insinua
Crenças, religiões, amor, felicidade
Como este acendedor de lampiões de rua!

Jorge de Lima in ‘Antologia Poética’ (Editora José Olympio)

Extrato Poético: Vinicius de Moraes

Soneto de Carnaval

Distante o meu amor, se me afigura
O amor como um patético tormento
Pensar nele é morrer de desventura
Não pensar é matar meu pensamento.

Seu mais doce desejo se amargura
Todo o instante perdido é um sofrimento
Cada beijo lembrado uma tortura
Um ciúme do próprio ciumento.

E vivemos partindo, ela de mim
E eu dela, enquanto breves vão-se os anos
Para a grande partida que há no fim

De toda a vida e todo o amor humanos:
Mas tranquila ela sabe, e eu sei tranquilo
Que se um fica o outro parte a redimi-lo.

Vinicius de Moraes in ‘Antologia Poética’ (Editora José Olympio)

#19 Menino de Engenho

Título: Menino de Engenho

Autor: José Lins do Rego

Primeira Publicação: 1932

Modalidade: Ficção

Minha Edição: Editora José Olympio

“A minha memória ainda guarda detalhes bem vivos que o tempo não conseguiu destruir.”

(mais…)

Extrato Poético: Ferreira Gullar

Não há vagas

O preço do feijão
não cabe no poema. O preço
do arroz
não cabe no poema.
Não cabem no poema o gás
a luz o telefone
a sonegação
do leite
da carne
do açúcar
do pão

O funcionário público
não cabe no poema
com seu salário de fome
sua vida fechada
em arquivos.
Como não cabe no poema
o operário
que esmerila seu dia de aço
e carvão
nas oficinas escuras

– porque o poema, senhores,
está fechado:
“não há vagas”

Só cabe no poema
o homem sem estômago
a mulher de nuvens
a fruta sem preço

O poema, senhores,
não fede
nem cheira

Ferreira Gullar in ‘Dentro da Noite Veloz’ (Editora José Olympio)

#09 Ciranda de Pedra

Título: Ciranda de Pedra

Autora: Lygia Fagundes Telles

Primeira Publicação: 1954

Modalidade: Ficção

Minha Edição: Editora José Olympio

“Ali estavam os cinco de mãos dadas…”

(mais…)

Extrato Poético: Vinicius de Moraes

Poética

De manhã escureço
De dia tardo
De tarde anoiteço
De noite ardo.

A oeste a morte
Contra quem vivo
Do sul cativo
O este é meu norte.

Outros que contem
Passo por passo:
Eu morro ontem

Nasço amanhã
Ando onde há espaço:
– Meu tempo é quando.

Vinicius de Moraes in ‘Antologia Poética’ (Editora José Olympio)