#89 Memórias de um Gigolô

Título: Memórias de um Gigolô

Autor: Marcos Rey

Primeira publicação: 1968

Modalidade: Ficção

Minha Edição: Editora Global

“Realmente eu não sabia o que queria ser. Aliás, sabia, sim. Não queria ser nada.”

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#87 Maíra

Título: Maíra

Autor: Darcy Ribeiro

Primeira publicação: 1976

Modalidade: Ficção

Minha Edição: Editora Global

“Ser dois é não ser nenhum, ninguém.”

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#80 O Feijão e o Sonho

Título: O Feijão e o Sonho

Autor: Orígenes Lessa

Primeira publicação: 1938

Modalidade: Ficção

Minha Edição: Editora Global

“Verso não enche barriga.”

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#79 Mar Absoluto e Outros Poemas

Título: Mar Absoluto e Outros Poemas

Autor: Cecília Meireles

Primeira publicação: 1945

Modalidade: Poesia

Minha Edição: Editora Global

“Foi desde sempre o mar.
E multidões passadas me empurravam
como o barco esquecido.”

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#55 A Cinza das Horas

Título: A Cinza das Horas

Autor: Manuel Bandeira

Primeira publicação: 1917

Modalidade: Poesia

Minha Edição: Editora Global

“Ardeu em gritos dementes
Na sua paixão sombria…
E dessas horas ardentes
Ficou esta cinza fria.”

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Extrato Poético: Cora Coralina

Das Pedras

Ajuntei todas as pedras
que vieram sobre mim.
Levantei uma escada muito alta
e no alto subi.
Teci um tapete floreado
e no sonho me perdi.
Uma estrada,
um leito,
uma casa,
um companheiro.
Tudo de pedra.
Entre pedras
cresceu a minha poesia.
Minha vida…
Quebrando pedras
e plantando flores.
Entre pedras que me esmagavam
Levantei a pedra rude
dos meus versos.

Cora Coralina in ‘Meu Livro de Cordel’ (Editora Global)

Extrato Poético: Manuel Bandeira

Vou-me embora pra Pasárgada

Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive

E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d’água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada

Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar

E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.

Manuel Bandeira in ‘Libertinagem’ (Editora Global)

Extrato Poético: Cecília Meireles

Ninguém me Venha Dar Vida

Ninguém me venha dar vida,
que estou morrendo de amor,
que estou feliz de morrer,
que não tenho mal nem dor,
que estou de sonho ferida,
que não me quero curar,
que estou deixando de ser
e não me quero encontrar,
que estou dentro de um navio
que sei que vai naufragar,
já não falo e ainda sorrio,
porque está perto de mim
o dono verde do mar
que busquei desde o começo,
e estava apenas no fim.

Corações, por que chorais?
Preparai meu arremesso
para as algas e os corais.

Fim ditoso, hora feliz:
guardai meu amor sem preço,
que só quis a quem não quis.

Cecília Meireles, in ‘Antologia Poética’ (Editora Global)