#71 Nunca o Nome do Menino

Título: Nunca o Nome do Menino

Autor: Estevão Azevedo

Primeira publicação: 2008

Modalidade: Ficção

Minha Edição: Editora Record

 “Qual foi meu primeiro parágrafo?”

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#70 O Noviço

Título: O Noviço

Autor: Martins Pena

Primeira publicação: 1853

Modalidade: Ficção

Minha Edição: Editora L&PM

“No mundo a fortuna é para quem sabe adquiri-la.”

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#69 Serafim Ponte Grande

Título: Serafim Ponte Grande

Autor: Oswald de Andrade

Primeira publicação: 1933

Modalidade: Ficção

Minha Edição: Editora Globo

“Serafim, a vida é essa.”

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Extrato Poético: Armando Freitas Filho

Corpo

Acrobata enredado
em clausura de pele
sem nenhuma ruptura
para onde me leva
sua estrutura?

Doce máquina
com engrenagem de músculos
suspiro e rangido
o  espaço devora
seu movimento
(braços e pernas
sem explosão)

Engenho de febre
sono e lembrança
que arma
e desarma minha morte
em armadura de treva.

Armando Freitas Filho in ‘Máquina de Escrever’ (Editora Nova Fronteira)

Extrato Poético: Leila Míccolis

Efeitos Óticos

Quanto mais se envelhece
mais os mortos se aproximam.
Mas a conversa é difícil:
eles usam expressões diáfanas,
ectoplásticas,
e sussurram sombras.

Às vezes,
figuras nos muros grafitam;
outros,
em torno da palavras gravitam.

E sempre que se vão,
atravessando tijolo,
concreto, cimento e cal,
nos deixam a confirmação

– nenhuma parede é real.

Leila Míccolis in ‘Desfamiliares’ (Editora Annablume)

#68 Neblina

Título: Neblina

Autor: Adalgisa Nery

Primeira publicação: 1972

Modalidade: Ficção

Minha Edição: Editora Record

“Tudo era mudo e nessa mudez recebi o mistério dos grandes elementos da vida e da morte.”

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#67 Memórias Póstumas de Brás Cubas

"Memórias póstumas de Brás Cubas"Título: Memórias Póstumas de Brás Cubas

Autor: Machado de Assis

Primeira publicação: 1881

Modalidade: Ficção

Minha Edição: Editora Scipione

“Cada estação da vida é uma edição, que corrige a anterior, e que será corrigida também, até a edição definitiva, que o editor dá de graça aos vermes.”

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Literafilia: Sobre Poesia Marginal

No Brasil dos anos 1970, o regime militar ao mesmo tempo em que tentava proibir qualquer tipo de produção e comportamento que pudesse causar dano à sua estrutura, acabava por incentivar o surgimento de impactantes movimentos culturais atrelados à emergente juventude nacional.  Em meio a um ambiente de repressão, violência e vazio criativo, a nova geração sofreu uma metamorfose comportamental, ganhou voz e grande expressão, originando importantes rupturas em relação às concepções estéticas até então vigentes. O surto criativo que subverteu os padrões oficiais da literatura lançada na época adveio justamente do inconformismo com os moldes impostos pelas esferas acadêmica e política. A formação de uma poética “fora do sistema”, à margem da tradição, possibilitou a liberdade das amarras do conservadorismo intelectual através da escrita. Os versos sujos e irreverentes de notáveis desconhecidos ganhariam, mais tarde, respeitável destaque na historiografia de nossas letras, influenciando e inspirando, inclusive, muito do que é feito na contemporaneidade.

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#66 Welcome to Copacabana & Outras Histórias

Título: Welcome to Copacabana & Outras Histórias

Autor: Edney Silvestre

Primeira publicação: 2016

Modalidade: Ficção

Minha Edição: Editora Record

Welcome ao bairro das mijonas, dos shows gratuitos com bandas de roqueiros idosos, das micheteras, dos ladrões de celulares, dos pivetes, dos desocupados, dos camelôs, dos mendigos, dos catadores, dos aposentados, das multidões diurnas pelas ruas formigantes, das viúvas e dos réveillons superlotados como o desta noite.”

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#65 O Coronel e o Lobisomem

Título: O Coronel e o Lobisomem

Autor: José Cândido de Carvalho

Primeira publicação: 1964

Modalidade: Ficção

Minha Edição: Editora José Olympio

“Por essas e outras, e por ser franco e não gostar de pregar peças a ninguém, é que eu podia garantir ser lobisomem raça de muito recurso de ideia e maldade na cabeça…”

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Dica – Série


O termo “super libris” é utilizado para designar a marca de propriedade gravada na encadernação de um livro. Nada mais apropriado para ser título de um projeto que discute a identidade genuinamente brasileira das diversas formas de expressão literária. A série Super Libris (2015), composta por cinquenta e dois episódios produzidos pela Sesc TV, tem roteiro e direção do escritor e pesquisador José Roberto Torero, trazendo entrevistas com autores, resenhas de obras e depoimentos de profissionais relacionados ao mundo editorial. Cada programa de aproximadamente vinte e seis minutos segue um tema e é dividido em quadros que recebem nomes de outras designações do glossário referente à edição de livros.

Dentre as seções fixas, estão a Folha de Rosto, a primeira parte de todos os episódios, em que um escritor da literatura nacional é entrevistado acerca de alguma característica evidente em sua produção escrita (podendo ser o tratamento dado a certo assunto ou conteúdo, a utilização de determinados gêneros e suportes, a vinculação de algum elemento estilístico ou até o próprio contexto de elaboração dos textos). Nas duas Orelhas, são indicados autores relacionados a tal tema, através de criativas minibiografias. O Prefácio é realizado por Dolores Prades, Cristiane Tavares e Gabriela Romeu, três especialistas em literatura infantil e juvenil que recomendam obras para os leitores iniciantes, também de acordo com o tema proposto. Na Quarta Capa, um booktuber brasileiro indica algum livro ligado à temática discutida, traçando comentários do que mais lhe chamou atenção durante a leitura. Já no Pé de Página, os autores anteriormente entrevistados respondem onde, como e por que escrevem. Por último, o Primeiras Impressões encerra o episódio, com estes escritores apontando um livro que os inspirou a produzir sua arte. Os blocos Ptolomeus e Colofão aparecem em alguns programas, mostrando pessoas envolvidas nos processos de produção e comercialização do livro, como ilustradores, distribuidores, tipógrafos, designers, tradutores, etc. e bibliotecas diferentes ou inusitadas abertas ao público brasileiro.

Trata-se de uma ótima oportunidade para conhecer as opiniões de Ignácio de Loyola Brandão, Ruy Castro, Ruth Rocha, Chacal, Luis Fernando Verissimo, João Carlos Marinho, Ricardo Azevedo, Xico Sá, João Gilberto Noll, Ana Miranda, Eduardo Spohr, Silviano Santiago, Clarah Averbuck, Martha Medeiros, André Vianco, dentre tantos outros autores, sobre os diferentes caminhos da fonte brasileira, unidos pelo poder da escrita e da leitura.

A dinâmica da série possibilita um verdadeiro mergulho no que há de melhor no cenário literário nacional, entre o cânone e as listas de mais vendidos, promovendo importantes reflexões sobre o passado e o futuro de nossas letras. Alguns dos episódios mais interessantes discutem justamente as nossas raízes, as influências das novas mídias e do que é feito no exterior.

Todos os programas da série podem ser assistidos no site do projeto.

#64 Poemas Concebidos Sem Pecado

Título: Poemas Concebidos Sem Pecado

Autor: Manoel de Barros

Primeira publicação: 1937

Modalidade: Poesia

Minha Edição: Editora Leya

“Foi o vento quem embrulhou minhas palavras
meteu no umbigo e levou pra namorada?”

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#63 Pluft, O Fantasminha

Título: Pluft, O Fantasminha

Autor: Maria Clara Machado

Primeira publicação: 1955

Modalidade: Ficção

Minha Edição: Editora Bruguera

“Mamãe, eu tenho tanto medo de gente!”

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#62 Zé do Caixão: Maldito

Título: Zé do Caixão: Maldito

Autor: André Barcinski e Ivan Finotti

Primeira publicação: 1998

Modalidade: Não Ficção

Minha Edição: Editora DarkSide Books

“O que é a vida?
É o princípio da morte.”

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Listeratura: Mães na Ficção

Não há dúvidas de que a arte literária brasileira é cheia de personagens femininas notáveis pela enorme força. Muitas delas, aparecendo ou não na posição de protagonistas, tiveram na maternidade um ótimo ponto de exploração pelos escritores, que procuraram representá-las sob diferentes perspectivas, também utilizando-as como importantes vetores para a ruptura ideológica. Nos livros, assim como no contexto real, mães não são apenas aquelas mulheres que geraram a vida, mas também aquelas que adotaram, criaram e cuidaram, desempenhando muitas vezes o papel de pai em simultâneo. Sua relação com os filhos nem sempre poderá ser considerada positiva, mas não há quem refute a influência desta figura no desenvolvimento e constituição de cada indivíduo, mesmo que em ausência ou má-convivência. Neste sentido, convido-os a relembrar algumas das mais marcantes mães da nossa ficção.

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